A Grande Aposta

07 de Março de 2016 | Por Paula B
Ludacris ft. Pharrell - Money Maker

Fazia um tempão que eu não assistia ao Oscar, mas esse ano, provavelmente por causa de todo o buzz em torno da indicação do Leonardo Di Caprio, decidi que ia ver a cerimônia. Assisti todinha, só que ficava bem difícil chutar algum vencedor dos prêmios sem ter assistido quase nenhum indicado – só tinha visto Divertidamente, Perdido em Marte e Cinderella. Mas me lembro bem de um comentário feito na Globo sobre A Grande Aposta – Gloria Pires achou que era uma filme muito difícil de entender. Como eu não tinha tido essa impressão pelos trailers que vi, fiquei curiosa pra ver.

A Grande Aposta

The Big Short | Direção: Adam McKay | EUA | ★★★★
Site Oficial | Veja o Trailer
Sinopse: Quatro gestores viram o que os bancos e o governo dos EUA decidiram não ver: o colapso da economia mundial. A partir daí tiveram uma grande ideia: fazer “A Grande Aposta” contra todo mundo. Essa visão ousada leva esses quatro personagens ao mais alto poder do centro financeiro onde devem questionar tudo e todos. Baseado na história real e no livro de Michael Lewis.

A Grande Aposta

O que eu achei: Em primeiro lugar, eu queria saber de quem assistiu o filme se ele realmente é assim difícil de entender ou se eu tenho algum tipo de talento nato para o mercado de investimentos e não estou sabendo. Gente, não achei nada de difícil de entender! O filme explica resumidamente como funcionavam os fundos de investimentos hipotecários e como uma pessoa começou a desconfiar que tinha algo errado com aquilo e começou a analisar os dados de perto – e descobriu uma fraude enorme!
Basicamente, o Michael Burry (Christian Bale) é um excêntrico administrador de um fundo de investimento que tem essa sacada de que os fundos hipotecários não são tão seguros como dizem: analisando os dados desses fundos ele descobre que eles vão entrar em colapso num curto espaço de tempo. O que ele faz é, sabendo que os fundos vão quebrar, faz um seguro milionário para se proteger. E algumas outras pessoas também perceberam isso – dois jovens investidores que leram sobre esses dados do Michael e até um funcionário de um grande banco que tentava convencer alguns clientes do que ia acontecer mas não tinha muita atenção.
O que aparentemente poderia ser uma historia meio chatinha é bem contada nas duas horas de filme, de uma forma engraçada até. Tem várias pausas durante as cenas para diálogos dirigidos ao espectador, para explicações mais técnicas sobre o que está acontecendo – como pode ficar mais fácil de entender? O final a gente sabe o que acontece né, afinal a historia é real e nem faz tanto tempo assim. E eu acho que esse é o único problema do filme: ele é quase uma comédia até uma certa hora – e eu digo que essa hora é até uma cena do Brad Pitt em Las Vegas. A partir daí a bolha estoura e acontece o final que nós conhecemos, o início da crise nos Estados Unidos e no mundo e o filme se torna triste como não podia deixar de ser. Aquele filme leve e dinâmico que você estava assistindo fica com um climão pesado, numa bad e eu achei que essa mistura não ficou muito bem resolvida, não teve uma boa transição entre uma fase e outra. Ainda assim, levou o Oscar de melhor roteiro adaptado.

P.S.: Estava arrumando os arquivos do blog e percebi que eu falava bem mais dos filmes que eu assistia aqui no passado e fiquei com vontade de fazer isso de novo… Então sempre que eu assistir algum filme que eu ache que valha a pena comentar, vai ter post aqui tá bom?


Tem 3 pessoas falando sobre o post "A Grande Aposta"


  • Vy disse:

    Hmmm, parece bem interessante! Talvez o diretor tenha escolhido fazer essa transição dura pra mostrar como é na vida real: um dia você tá na crista da onda, mas se não vê os sinis, pode ser engolido de uma hora pra outra 😉 Fiquei com vontade de ver, vou guardar na memória, quando resolver ver algo diferente já tenho uma boa referência sobre esse filme 😉

  • Anne disse:

    Eu assisti e achei sensacional! O tema central é um pouco complexo, mas o roteiro deixou as explicações bem claras. Amei a trilha sonora e a forma como o filme ficou bem ágil e dinâmico.
    Beijo

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